jump to navigation

Prática clínica e espiritualidade: Como (e a quem cabe) atender a demanda espiritual de pacientes com enfermidades crônicas? outubro 7, 2007

Posted by psicologiadareligiao in Aconselhamento Pastoral, Aconselhamento Psicológico, Espiritualidade, Pesquisas em Psic. da Relig., Saúde e Religiosidade.
trackback

Estudos realizados junto a pacientes com enfermidades crônicas de difícil prognóstico (HIV, dores crônicas, cardiopatias, esclerose múltipla, pacientes terminais, etc) destacam a importância do enfrentamento religioso nesse contexto de cuidado, salientando, também, os benefícios daí advindos (Rivera-Ledesma, 2007). Tem-se constatado, a partir de várias pesquisas, a importância do “cuidado integral” em saúde. Apesar disto, o aspecto da espiritualidade muitas vezes fica de fora no atendimento aos pacientes, menos em razão de admitir ou não a sua importância, mas muito mais em função da dificuldade dos/as profissionais em levar à cabo tal atendimento. Rivera-Ledesma (2007, p. 125) afirma que

atender as necessidades espirituais dos pacientes sob cuidado médico é uma realidade clínica cotidiana nas unidades de traumatologia, oncologia, e em geral naquelas áreas onde o paciente se vê confrontado com sua própria morte ou a de um ser querido, e a Organização Mundial de Saúde tem enfatizado sua importância.”

Contudo, como fazer isto? Será que o atendimento às necessidades espirituais cabe exclusivamente ao capelão ou aos líderes religiosos? Qual a postura do/a psicólogo/a? Qual o papel do/a médico/a, enfermeiro/a, de cada clínico envolvido no atendimento aos pacientes em relação a essa questão?

Rivera-Ledesma debruça-se sobre este tema explorando “a inserção do espiritual nos quatro recursos psicoterápicos básicos que constituem o arsenal clínico em psicologia: o Acompanhamento, o Aconselhamento, a Psicoterapia e os Sistemas Psicoterápicos”. Para o autor do estudo, não se está em discussão a importância do atendimento espiritual aos pacientes, mas sim “como” realizar tal atendimento, uma vez que

cada especialidade parece expressar no enquadre clínico que lhe é característico distintos questionamentos profissionais e éticos, circunscrevendo sua atuação a um certo nível de intervenção em relação ao espiritual. Sem dúvida parece que não existe ainda um claro consenso que permita elucidar: ‘Quem deve ser responsável pelas necessidades espirituais de um paciente e como?'”

Este assunto foi objeto de reflexão e pesquisa de doutorado de Rivera-Ledesma, na cidade do México. Seu estudo em muito contribui para a prática clínica nas diferentes áreas profissionais (medicina, psicologia, líderes espirituais, capelães, enfermagem, etc) que se ocupam do cuidado integral em saúde. O autor conclue seu trabalhando lembrando da importância “de não se desdenhar da importância do espiritual. Esta área da vida humana que tem sido segregada do campo da psicologia, e que parece ser necessário hoje em dia, assinalar um lugar para além do apaixonamento/ardor da fé e do ceticismo academicista contemporâneo”.

Vale a pena ler esse trabalho com atenção.

Acesse o texto completo: Prática Clínica e Espiritualidade.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: