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Juventude e religiosidade: cartografia dos processos de subjetivação de jovens católicos em uma comunidade de fé outubro 31, 2012

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Autores: Mary Rute Gomes Esperandio, Alexsander Cordeiro Lopes

Este estudo apresenta os resultados de uma pesquisa motivada pela constatação de que muitas subjetividades juvenis católicas do Brasil vivem uma situação de fragmentação que faz emergir distintos grupos identitários e em graves conflitos no seio das comunidades de fé. Por meio da realização de uma pesquisa-intervenção numa paróquia católica na região metropolitana de Curitiba, procedeu-se uma cartografia dos processos de subjetivação (criação de modos de existência) da juventude católica nesta comunidade. Pretendeu-se com a cartografia, colocar em evidência tanto o modo como tais processos de subjetivação são forjados, quanto as linhas de fuga presentes nesses processos. A utilização da pesquisa-intervenção como tática para a realização da cartografia nos permitiu constatar que, mesmo no interior dos grupos identitários, há brechas no instituído por onde se pode fazer passar outras intensidades com vistas à promoção de modos de existência menos fechados e mais afirmadores de uma unidade que não abre mão da pluralidade e da diferença.

Para ler o artigo completo, acesse:

http://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/article/view/P.2175-5841.2012v10n26p476/4087

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II Seminário sobre Subjetivação Contemporânea e Religiosidade junho 21, 2010

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Nos dias 18 e 19 de junho aconteceu na PUCPR o II Seminário sobre Subjetivação Contemporânea e Religiosidade e a II Mostra de Expressões Visuais da Religiosidade Brasileira.

Dezesseis trabalhos foram apresentados neste evento. Segue abaixo, o resumo dos mesmos.

A Cartografia como metodo de pesquisa em Teologia

A Incidencia de Ideias Suicidas no Paciente Renal Cronico

Cartografia de Novas Figurações Religiosas – Santo Daime

Considerações sobre uma psicanalise da religião e a opinia…

Direçao Espiritual Catolica: Seu poder subjetivante e influência no desenvolvimento da espiritualidade feminina.

ICONOGRAFIA – A BELEZA COM A EXPERIENCIA DE DEUS.

Psiquiatria e Espiritismo no Atendimento à Doença Mental

Processos de Subjetivaçao dos Jovens Catolicos

Vulnerabilidades, estigmas, identidades e o cuidado com o …

Cartografias de Novas Figurações Religiosas – União do Veg…

FENOMENOLOGIA DA EXPERIENCIA RELIGIOSA E SAUDE MENTAL

O significado da religião para pacientes em cuidados palia…

COPING RELIGIOSO ESPIRITUAL EM PACIENTES RENAIS CRÔNICOS

EXPERIENCIA RELIGIOSA – UMA COMPREENSAO DO ENCONTRO COM O …

Cartografias de Novas Figurações Religiosas – Canção Nova

Logoterapia e o Sentido do Sofrimento: Convergências nas Dimensões Espiritual e Religiosa

II Seminário sobre Subjetivação Contemporânea e Religiosidade e II Mostra de Expressões Visuais da Religiosidade Brasileira junho 14, 2010

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Para fazer sua inscrição, acesse:

https://wwws.pucpr.br/sistemas_s/pucpr/academico/InscricaoExtensao/index.php?eve=6312&ehinternacional=N&idioma=105

I Seminário sobre Subjetivação Contemporânea e Religiosidade julho 4, 2009

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Acesse os resumos dos trabalhos apresentados no I Seminário sobre Subjetivação Contemporânea e Religiosidade e I Mostra de Expressões Visuais da Religiosidade Brasileira!

PROCESSOS DE SUBJETIVAÇÃO CONTEMPORÃNEA DOS JOVENS CRISTÃOS Alexsander Cordeiro Lopes

CANÇÃO NOVA – UMA NOVA FORMA DE SER IGREJA NA PÓS MODERNIDADE – José Antônio Cunha

SUBJETIVAÇÃO CONTEMPORANEA, ARQUITETURA E RELIGIOSIDADE – O ESPAÇO ARQUITETONICO NA UNIÃO DO VEGETAL– Leonardo Gazzalle

A FORÇA DE ATRAÇÃO DO MOVIMENTO PENTECOSTAL SOBRE OS CATÓLICOS ENGAJADOS– Aracy Terezinha Martignoni

ESPIRITUALIDADE PARA A FORMAÇÃO DA VIDA CONSAGRADA EM TEMPOS PÓS MODERNOS – Madeline Pozzebon

A QUESTÃO DA SUBJETIVAÇÃO NA RELIGIOSIDADE PÓS MODERNA SEGUNDO MICHEL MAFFESOLI– Ivan Mizazuk

GENEALOGIA DO TRABALHO RELIGIOSO – ESTUDOS PRELIMINARES – Leandro Inácio leite

IGREJA DO SANTO DAIME – UM SINCRETISMO RELIGIOSO BRASILEIRO–  Jessé Luiz Cunha

RELIGIOSIDADE E ENFRENTAMENTO DA POSSIBILIDADE DE MORTE DE FAMILIARES EM UTI – Renate Vicente

BENZENDEIRAS, FÉ E CRENÇA – UM SANTO REMÉDIO – Documentário – Luis Gustavo do Nascimento

Exposição – LINKS CAMINHOS DE COMUNICAÇÃO COM O SAGRADO- Luiz Alberto Sousa Alves e Sérgio Rogério Azevedo Junqueira

Exposição – AS EXPRESSÕES DA ARTE SACRA E DA ARTE RELIGIOSA – O MURAL “LA HISTORIA DE LA SALVACIÓN”: UMA LEITURA FENOMENOLÓGICA – Márcio Luiz Fernández

Exposição -AS EXPRESSÕES DA ARTE SACRA E DA ARTE RELIGIOSA  – Iconografia – José Ricardo dos Santos

I MOSTRA DE EXPRESSÕES VISUAIS DA RELIGIOSIDADE BRASILEIRA

Mostra de Expressoes Visuais - 01

Mostra de Expressoes Visuais - 02

Expositores da Mostra - Jose e Leonardo

I Seminário sobre Subjetivação Contemporânea e Religiosidade – I Mostra de “Expressões Visuais da Religiosidade Brasileira” junho 11, 2009

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Participe do evento! Veja os detalhes da programação e forma de inscrição abaixo.

Inscreva seu trabalho!!

Instruções para inscrição de Apresentação de Comunicação e/ou Mostra:

Os resumos (tanto das comunicações como da Mostra) deverão conter até 10 linhas. Fonte estilo Times New Roman, tamanho 12. O editor de texto deverá ser o Microsoft Word ou compatível. Deverão conter, nesta ordem: título, nome do preponente, titulação, instituição de origem, a instituição financiadora da pesquisa desenvolvida. O arquivo deverá ser encaminhado para o e-mail: mresperandio@gmail.com

INSCRIÇÕES: https://wwws.pucpr.br/sistemas_s/pucpr/academico/InscricaoExtensao/index.php?eve=5270&ehinternacional=N

PROGRAMA:

Dia 03.07. 09 – Sexta feira

13:30 – 14:00 – Boas vindas e apresentações iniciais

14:00 – 15:00 – Palestra: Novas Figurações Religiosas e Subjetivação contemporânea – Profa. Mary R. G. Esperandio

15:00 – 17:20 –  Apresentação de Comunicações

Dia 04.07.09 – Sábado – Manhã

8:30 – 10:00 – Mesa Redonda: Figurações Religiosas e Processos de Subjetivação: Conversando sobre a Mostra Visual

Profa. Renate Vicente (PUC-PR), Prof. Adriano Holanda (UFPR)  e Marcio Fernandes (PUC/Studium Theologicum)

10:20 – 12:20 –  Apresentação de Comunicações

Dia 04.07.09 – Sábado – Tarde

14:00 – 15:30 – Conferência – “A coragem de Ser” como desafio à subjetividade contemporânea – Dom Glauco Soares de Lima

15:30 – 15:50 – Intervalo

15:50 – 17:00 – Debate sobre a conferência

17:00 – 17:20 – Encerramento

Cartaz I Seminario

A Religiosidade Daime e a redução do uso abusivo de substâncias psicoativas abril 28, 2008

Posted by psicologiadareligiao in Pesquisas em Psic. da Relig., Religião e Sociedade, Saúde e Religiosidade, Santo Daime.
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Nas últimas décadas, a Religiosidade Daime tem se expandido significativamente nos centros urbanos. Uma das novidades dessa expansão é a sua penetração em outras formas de religiosidade como Hare-Krishna, Umbanda e também no Hinduísmo, conforme reportagem veiculada pela Folha de São Paulo, em 02.12.2007: santo-daime-se-expande-e-invade-crencas2

Outra novidade da religiosidade Daime tem sido apresentada em estudos acadêmicos que afirmam sua positividade na reestruturação do funcionamento psíquico de pessoas adictas.

Para conhecer um pouco sobre o Santo Daime, assista ao vídeo produzido pelo Fantástico.

Em agosto de 2007, no VI Seminário de Psicologia e Senso Religioso, Lívea P. M de Oliveira apresentou um trabalho sobre a Espiritualidade Daime e a reestruturaçao do funcionamento psícquico do adicto. O resumo do seu trabalho pode ser acessado aqui: a-espiritualidade-a-servico-da-transformacao

Também o trabalho de Rafael Guimarães dos Santos apresenta os benefícios da religiosidade Daime para pessoas adictas: santo-daime-e-libertacao-de-psicoativos

Ética, Violência e Indiferença – O lugar do outro na subjetivação contemporânea dezembro 20, 2007

Posted by psicologiadareligiao in ética, cuidado, Religião e Sociedade, subjetivação.
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Questões relacionadas ao tema Ética e Psicologia da Religião envolvem um amplo debate. Podemos abordá-las a partir de diferentes enfoques e acessos, por exemplo, a partir de situações aparentemente simples, vividas em nosso cotidiano, aquelas que parecem dizer respeito só a nós mesmos como indivíduos. Elas podem ser pensadas, também, a partir de outras situações mais amplas, envolvendo o coletivo. O jejum do Frei Luiz Cappio e a sua disposição radical em fazer com que governo e sociedade percebam a extensão das implicações do Projeto de transposição do Rio São Francisco levanta questões de extrema importância diretamente relacionadas ao tema da ética e religião. Várias pessoas opinam e defendem que Igreja e Governo devem ser instâncias separadas e classificam, por conseguinte, como ridículo o jejum do Frei como estratégia de luta por uma sociedade mais justa. Poderiam ser risíveis, se não fossem uma tentativa de banalização do gesto, críticas do tipo: “imagina se a moda de greve de fome pega como forma de impedir o governo de executar os seus projetos?!”

Será mesmo que essa “moda” emplacaria? Por maiores que pudessem ser os esforços dos “criadores de mundo e de desejo”, a moda do “jejum e oração” ou mesmo da “greve de fome” em defesa de um projeto coletivo, parece apontar muito mais para uma estética da vida que implica em escolhas livres, éticas, pensadas e vividas em função do modo de existência que tais escolhas implicam. Nada tem a ver com a estética da moda que se consome em cada nova estação. Uma estética existencial, que se apóia na decisão de lutar até às últimas consequências por um modelo de vida em sociedade diverso do modelo dominante, não parece algo passível de ser produzido como se produz a estética da moda. Quantos outros aderiram ao jejum, mesmo acreditando e apoiando a luta de Cappio? (“É moda, vamos lá…”)

Em meio a isso, provavelmente a maioria que tem ouvido essa “história da greve do frei”, sente algo que apóia o pensamento: “Esse projeto não me diz respeito!”. “Isto é coisa entre o governo e o povo do semi-árido”. “Tenho nada a ver com isto!”. A indiferença grassa entre nós como mecanismo de defesa, fazendo-nos pensar/agir/sentir a partir da ilusão de que vive-se melhor quando separamos “o que é de interesse do outro”, do que “é meu interesse”. Ainda não nos demos conta de que muito da violência que se configura em nossa sociedade contemporânea assenta-se sobre essa forma de pensamento e comportamento em que se separa o cuidado de si do cuidado do outro.

A reflexão sobre ética, violência e indiferença e a relação dessas questões com o nosso modo contemporâneo de subjetivação está apenas iniciada aqui. Ela segue adiante, com a ajuda do texto do psicanalista Jurandir Freire Costa, que vc pode acessar abaixo. Mas vc também pode colaborar, deixando aqui as suas idéias sobre o tema.

Segue o texto de J. F. Costa: Transcendência e Violência

Caso vc queira ler, ainda, outros textos relevantes sobre o tema, acesse também:

A Estética Foucaultiana

Freud e Winnicott – Moral e Ética

Sacrifício como doação de si – uma idéia estranha ao modo de subjetivação contemporâneo dezembro 4, 2007

Posted by psicologiadareligiao in ética, Religião e Sociedade, sacrifício, Sagrado, subjetivação.
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Frei Cappio

(Veja o site da campanha: Uma vida pela vida
http://www.umavidapelavida.com.br/default.asp
)

Retiro uma pequena parte da reflexão sobre sacrifício, desenvolvida em minha tese de doutorado, para pensarmos um pouco sobre a greve de fome que Frei Cappio está fazendo, como forma de luta em favor da revitalização do Rio São Francisco.

A palavra sacrifício tem, pelo menos, três significados. Do latin: sacrificium deriva da conjunção de sacer: sacro, santo e facere: fazer. A base etimológica da palavra nos dá a idéia de “fazer santo”, “tornar sacro”, indicando o sacrifício como um processo de santificação, um ato de separação ou de consagração de alguma coisa. Do alemão, a palavra Opfer tem o sentido de sacrifício, oferta. A raiz desta palavra aponta a idéia da dádiva, da oferta, do presentear como “tornar algo sacro”.

Mas encontramos, também, a palavra sacrifício no discurso popular, no mass midia, até mesmo nos discursos de economia, indicando um uso fora do contexto religioso. Neste caso, sacrifício toma o sentido de renúncia, de abrir mão de alguma coisa de valor em troca de uma outra de valor maior. Implica, portanto, a presença de um certo nível de sofrimento na ação de, voluntária ou obrigatoriamente, renunciar a algo de valor na expectativa de retorno de um bem que ultrapasse o valor daquilo que se entregou no ato do sacrifício.

Hoje é o sétimo dia da greve de fome realizada pelo Frei Cappio! Uma greve de fome como forma de luta em favor da revitalização do Rio São Francisco. O assunto é polêmico. O espaço desse post não comporta uma apresentação aprofundada sobre o tema. Contudo, é interessante pensar que nenhum ser humano estaria disposto a dar sua própria vida em favor de uma causa se não acreditasse nela. Frei Cappio luta em favor de uma causa que beneficia os “muitos” – e não uns poucos. Seria, o gesto de Frei Cappio, uma forma de sacrifício?

Costumo dizer que no modo de subjetivação contemporâneo ninguém quer sacrificar-se por outros. Estamos dispostos a fazer sacrifícios (renúncia de um bem em favor de um bem maior) apenas em favor de nós mesmos. Em outras palavras, fazemos “investimentos em nós mesmos”, mas sacrifícios em favor de outros?… mais fácil choramingar sobre as atitudes egoístas (dos outros!) dizendo: “ah, todo mundo pensa em si, só eu penso em mim!”

Frei Cappio pensa no benefício de outros que não têm voz para expressar a perda que acontecerá com a transposição do Rio. Ele pensa, age, e enfrenta as conseqências de sua escolha ética. Dois anos atrás, Frei Cappio fez o mesmo. Finalmente o presidente Lula aceitou uma conversa e fez “promessas”. O que mudou de lá pra cá? As obras de transposição foram retomadas. A revitalização do rio não foi levada à sério. Muitas agências apóiam a luta de Cappio. A mídia no entanto, tem dado pouco relevo ao protesto. Parece dizer em silêncio: “não adianta! É uma luta perdida!”.

Deixaremos Frei Cappio sozinho nessa luta? O que podemos fazer sobre isso?

Vc pode apoiar o gesto de resistência do Frei Cappio, manifestando-se no site: Uma vida pela vida – http://www.umavidapelavida.com.br/manifestacoes.asp

Segundo a ADITAL – Agência de Notícias, “para apoiar a atitude de Cappio, é essencial mandar um fax para os endereços na lista abaixo com a carta em anexo. É importante mandar uma copia oculta (cco:) para o e-mail apoio.dom.cappio@gmail.com para que possa ser contabilizado o número de cartas enviadas ao Governo.”

Lista de Endereços
Presidência da República
e-mail: presidencia@planalto.gov.br
e-mail: protocolo@planalto.gov.br
e-mail: gabinete@planalto.gov.br
Fax: (0055) 61 3411 1865

Ministro de Integração Geddel Vieira Lima
e-mail: pedro.sanguinetti@integracao.gov.br
Fax: (0055) 61 3321 3122

Ministra do Meio Ambiente Marina Silva
e-mail: marina.silva@mma.gov.br
Fax: (0055) 61 3317-1755

Supremo Tribunal Federal:
Gabinete Ministra Ellen Gracie (Presidente)
e-mail: ellengracie@stf.gov.br
Fax: (0055) 61 32174249

Gabinete Ministro Gilmar Mendes (Vice-Presidente)
e-mail: mgilmar@stf.gov.br
Fax: (0055) 61 32174189

Para saber mais sobre a luta de Frei Cappio, acesse: http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=29086&busca=frei%20luiz%20cappioPara saber mais detalhes sobre o projeto de transposição do Rio, faça um download da Revista: “Águas da Ilusão“.

Sobre o gesto de Frei Cappio como luta pela vida, leia uma análise do missiólogo católico, Paulo Suess, publicada em outubro/2005: “Cappio, Cabrobó, Cúria. O profeta entre a Igreja e o Estado”

Para ter acesso a um dossiê sobre a ocupação do Rio São Francisco e outras informações sobre o assunto, vc pode acessar o site: http://imediata.org/index.php?page_id=86%22_blank%22

Mais informações em: http://imediata.org/index.php?page_id=86%22_blank%22

Sobre a polêmica na Igreja Católica, a respeito da greve de fome do Frei Cappio: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u350971.shtml

O que diz o Ministro da Integração Nacional: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u349959.shtml

Morte, Sofrimento e as Dores de cada dia – o que “pode” a subjetividade hoje? novembro 14, 2007

Posted by psicologiadareligiao in Religião e Sociedade, sofrimento, subjetivação.
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Ressurreição de Lázaro

Sei que tenho repetido várias vezes, aqui mesmo, que no modo contemporâneo de subjetivação “é feio sofrer”. Vivemos hoje, sob a tirania do gozo, como se fosse proibido sofrer, como se o sofrimento fosse um “defeito”. É claro que ninguém quer sofrer. “Ninguém quer a morte, só saúde e sorte”, canta Gonzaguinha. Mas o sofrimento é uma experiência que faz parte da vida. Dizer isso não significa que temos de “desejar” o sofrimento como se fosse algo virtuoso, como se as experiências de sofrimento tivessem poder “de nos levar ao céu”. Mas exorcizá-lo como se fosse demoníaco nos impede de viver a vida em sua inteireza. A experiência de sofrimento – nossa ou do outro – pode ser uma oportunidade de nos tornarmos mais humanizados, criativos… mais capazes de dar consistência e sentido à nossa existencialidade.

Nem aceitar o sofrimento com resignação, numa atitude religiosa de “aperfeiçoamento” do espírito, nem exorcizá-lo como sendo atuação do demônio – mas acolher a dor e compartilhar o sofrimento nos torna mais fortes no sentido em que aumenta nossa potência de existir.

Com a indústria farmacêutica em alta é mais fácil lançar mão de um anti-depressivo, um ansiolítico, ou mesmo algo para nos ajudar a dormir. Também certas formas de religiosidade contemporânea, portando promessas de acabar com o sofrimento, tornam-se bastante atrativas. Em algumas ocasiões ou alguns casos, o uso de medicação realmente se faz necessário. Mas tem havido uma atitude generalizada de simplesmente querer afastar a dor a qualquer preço. É por isso que ficamos sem saber o que fazer com nossas próprias dores e lutos, e também com os lutos dos outros. Quando alguém em luto se aproxima e começa a falar da sua dor logo vem a tentativa de minimizar a situação, salientando as coisas boas da vida, mostrando os motivos que o outro tem para não se deixar abater, etc, como se não fosse permitido sofrer… Nesse momento, tudo o que o outro precisa é apenas um espaço de escuta e acolhimento para expressar a sua dor.

Quanto espaço temos permitido para nossas próprias dores e para as dores do outro? Quanto temos sido capazes de afirmar a vida em meio às dores do processo de existir?

Segue uma entrevista com o psiquiatra inglês, Colin Murray Parkes, publicada na Veja, em agosto desse ano sobre “A dor da morte”- vale a pena (re)lê-la.

A dor da morte

Acesse também:

Sofrimento como possibilidade de afirmação criativa da existência

Cinema e Psicologia da Religião: Tropa de Elite X Paradise Now outubro 24, 2007

Posted by psicologiadareligiao in Cinema e Psicologia da Religião, Religião e Sociedade, René Girard, sacrifício, Sagrado.
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“Construir juntos” os infinitos sentidos “possíveis” no espaço da ilusão (que é o espaço de invenção da Arte, da Filosofia e da Religião, segundo Winnicott) tem sido a proposta desse blog Psicologia da Religião. Mas, por enquanto, apesar do número considerável de acessos, num período tão curto de tempo (menos de dois meses) pode-se dizer que ele tem sido mais objeto de consumo do que dispositivo de criação em comum. Este post é uma tentativa de abrir um espaço mais escancarado para um começo… (Quem sabe pelo viés da arte seja menos difícil?) .

Assim, a postagem de hoje solicita uma aproximação mais efetiva do leitor/a interessador/a no tema. Por favor, sinta-se à vontade para deixar aqui suas idéias, questionamentos, “associações livres”, tendo como ponto de partida dois filmes. TROPA DE ELITE – “MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA”. Como o filme “está na moda”, quase “todo mundo” sabe do que se trata. O outro filme é: “PARADISE NOW”.

Paradise now

Diz a sinopse:

“Amigos de infância, os palestinos Khaled (Ali Suliman) e Said ( Kais Nashef) são recrutados para realizar um atentado suicida em Tel. Aviv. Eles são levados à fronteira com bombas presas ao corpo. A operação não ocorre como o palenjado e eles acabam se perdendo um do outro. Separados, Khaled e Said têm de enfrentar seu destino e as próprias convicções.”

Paradise now - 01

Paradise now - 04

Ambos os filmes mostram formas diferentes de violência, expressas em culturas diversas e por uma motivação bastante diversa. Ambos trazem elementos bem interessantes para uma reflexão sobre Psicologia, Religião, Psicologia da Religião… mas muito mais : ambos nos fazem pensar sobre a vida, sobre as nossas crenças e nossos ideais, as nossas motivações, o modo como enxergamos o outro, etc, etc…

Girard, em seu estudo sobre “A violência e o sagrado” afirma:

não há (…) violência que não possa ser descrita em termos de sacrifício” e se interroga: “por que ninguém se pergunta sobre as relações entre o sacrifício e a violência?” (Girard, 1990, p. 13, 14).

Se vc quiser ler um pouco mais sobre o estudo de Girard sobre a violência e o sagrado, acesse o texto: Girard e o Aprisionamento do Desejo”

Excelente o texto do prof.  Jurandir Freire Costa sobre Tropa de Elite e o Ano em que meus pais saíram de férias. O título do artigo é: “O ano em que daremos férias à tropa de elite”. Vc pode acessá-lo em: http://jfreirecosta.sites.uol.com.br/

Para ler a crítica de Régis Trigo, sobre Paradise Now, acesse aqui.

Sinta-se encorajado/a a deixar aqui suas reflexões. Vc pode fazê-lo clicando acima em “add a comment”.