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JORNADA INTERDISCIPLINAR DE PESQUISA EM TEOLOGIA E HUMANIDADES – JOINTH – III Seminário sobre Subjetivação Contemporânea e Religiosidade dezembro 15, 2011

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III Seminário sobre Subjetivação Contemporânea e Religiosidade

Realização: Grupo de Pesquisa: Religiosidade e Processos de Subjetivação (PUC-PR/UFPR)

Data: 15 e 16 de Março/2012

Local: Auditório Maria Montessori – 1º andar – Bloco CTCH – PUCPPR

Rua Imaculada Conceição, 1155. Prado Velho. Curitiba – PR

Envio de Comunicações para apresentação no Evento: jornadateopsico@gmail.com

Inscrições: www.pucpr.br/extensao

PROGRAMAÇÃO:

Dia 15/03/2012

13h30 – Credenciamento

14h00 – Conferência: Dra. Luciana Marques (UFRGS) – “Religiosidade e a Subjetivação do Adolescente

Debatedor: Prof. Dr. Marcio Fernandes (PUC)

16h00/18h30 – Apresentação de Trabalhos

19h00 – Conferência: Dr. Kevin Ladd (Indiana University South Bend) – “A Psicologia Social da Religião em diálogo com a Teologia: A pesquisa sobre oração

Debatedora: Profa. Dra. Mary R. G. Esperandio

Dia 16/03/2012

08h30 – 12h30 – Mesa Redonda: “Aplicação da Fenomenologia na Pesquisa em Psicologia e Ciências da Religião” – Prof.Dr.Adriano Holanda (UFPR), Profa.Dra. Joanneliese de Lucas Freitas (UFPR) e Prof. Dr.Márcio Fernandes (PUC/PR)

Moderadora: Profa. Dra. Clélia Peretti

Apresentação dos Convidados Externos:

Prof. Dr. Kevin Ladd

Psicólogo e Professor do Departamento de Psicologia da Indiana University South Bend (Indiana, Estados Unidos). Desde antes da conclusão do seu doutorado, há mais de 15 anos, já se interessava pelo tema da religiosidade. Ele tem investigado o comportamento religioso, mais especificamente sobre a prece. Em 2007 foi contemplado num edital da Templeton Fundation para desenvolver seus estudos sobre oração.

Em sua trajetória acadêmica, além do rigor acadêmico e do brilhantismo de suas contribuições, têm participado de forma engajada em associações como a International Association for the Psychology of Religion (IAPR) e da American Psychological Association (APA) onde desempenha funções administrativas na Divisão 36 nomeada Psychology of Religion and Spirituality.

Profa. Dra. Luciana Marques

Psicóloga, Mestre em Psicologia Social e da Personalidade, Doutora em Psicologia, com Pós-Doutorado em Psicologia pela UFRGS (2008). Professora Adjunta da Faculdade de Educação da UFRGS e coordenadora do NIETE – Núcleo Interdisciplinar de Estudos Transdisciplinares sobre Espiritualidade (PROREXT-UFRGS). Membro da International Association for the Psychology of Religion. Tem experiência em várias áreas, com ênfase em: Educação e Saúde, Psicologia, Religiosidade/Espiritualidade.
A Profa. Luciana estará coordenando a tradução, adaptação e validação da Escala de Oração do Prof. Kevin Ladd, para o contexto brasileiro.

INSCRIÇÃO DE TRABALHOS:

Para inscrever o seu trabalho no evento, você deve apresentar um resumo entre 250-300 palavras, constando: 1. Título, 2. Nome e Titulação do/s autor/es, 3. Instituição de afiliação, 4. Palavras-chave (entre 3 e 5). Os Resumos serão avaliados por uma Comissão Científica que julgará a pertinência e adequação de sua apresentação no evento, e devem ser enviados para: jornadateopsico@gmail.com. Os mesmos serão publicados nos Anais das Jornadas, na página própria do evento (com ISBN). É necessário fazer a inscrição de participação no evento, antes do envio do Resumo, acessando o link: https://wwws.pucpr.br/sistemas_s/pucpr/academico/InscricaoExtensao/index.php?eve=8754&ehinternacional=N&idioma=105

Valor do Investimento: R$ 10,00

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II Seminário sobre Subjetivação Contemporânea e Religiosidade junho 21, 2010

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Nos dias 18 e 19 de junho aconteceu na PUCPR o II Seminário sobre Subjetivação Contemporânea e Religiosidade e a II Mostra de Expressões Visuais da Religiosidade Brasileira.

Dezesseis trabalhos foram apresentados neste evento. Segue abaixo, o resumo dos mesmos.

A Cartografia como metodo de pesquisa em Teologia

A Incidencia de Ideias Suicidas no Paciente Renal Cronico

Cartografia de Novas Figurações Religiosas – Santo Daime

Considerações sobre uma psicanalise da religião e a opinia…

Direçao Espiritual Catolica: Seu poder subjetivante e influência no desenvolvimento da espiritualidade feminina.

ICONOGRAFIA – A BELEZA COM A EXPERIENCIA DE DEUS.

Psiquiatria e Espiritismo no Atendimento à Doença Mental

Processos de Subjetivaçao dos Jovens Catolicos

Vulnerabilidades, estigmas, identidades e o cuidado com o …

Cartografias de Novas Figurações Religiosas – União do Veg…

FENOMENOLOGIA DA EXPERIENCIA RELIGIOSA E SAUDE MENTAL

O significado da religião para pacientes em cuidados palia…

COPING RELIGIOSO ESPIRITUAL EM PACIENTES RENAIS CRÔNICOS

EXPERIENCIA RELIGIOSA – UMA COMPREENSAO DO ENCONTRO COM O …

Cartografias de Novas Figurações Religiosas – Canção Nova

Logoterapia e o Sentido do Sofrimento: Convergências nas Dimensões Espiritual e Religiosa

I Seminário sobre Subjetivação Contemporânea e Religiosidade – I Mostra de “Expressões Visuais da Religiosidade Brasileira” junho 11, 2009

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Participe do evento! Veja os detalhes da programação e forma de inscrição abaixo.

Inscreva seu trabalho!!

Instruções para inscrição de Apresentação de Comunicação e/ou Mostra:

Os resumos (tanto das comunicações como da Mostra) deverão conter até 10 linhas. Fonte estilo Times New Roman, tamanho 12. O editor de texto deverá ser o Microsoft Word ou compatível. Deverão conter, nesta ordem: título, nome do preponente, titulação, instituição de origem, a instituição financiadora da pesquisa desenvolvida. O arquivo deverá ser encaminhado para o e-mail: mresperandio@gmail.com

INSCRIÇÕES: https://wwws.pucpr.br/sistemas_s/pucpr/academico/InscricaoExtensao/index.php?eve=5270&ehinternacional=N

PROGRAMA:

Dia 03.07. 09 – Sexta feira

13:30 – 14:00 – Boas vindas e apresentações iniciais

14:00 – 15:00 – Palestra: Novas Figurações Religiosas e Subjetivação contemporânea – Profa. Mary R. G. Esperandio

15:00 – 17:20 –  Apresentação de Comunicações

Dia 04.07.09 – Sábado – Manhã

8:30 – 10:00 – Mesa Redonda: Figurações Religiosas e Processos de Subjetivação: Conversando sobre a Mostra Visual

Profa. Renate Vicente (PUC-PR), Prof. Adriano Holanda (UFPR)  e Marcio Fernandes (PUC/Studium Theologicum)

10:20 – 12:20 –  Apresentação de Comunicações

Dia 04.07.09 – Sábado – Tarde

14:00 – 15:30 – Conferência – “A coragem de Ser” como desafio à subjetividade contemporânea – Dom Glauco Soares de Lima

15:30 – 15:50 – Intervalo

15:50 – 17:00 – Debate sobre a conferência

17:00 – 17:20 – Encerramento

Cartaz I Seminario

Religião, Psicopatologia e Saúde Mental outubro 30, 2008

Posted by psicologiadareligiao in Pesquisas em Psic. da Relig., Psicopatologia, Religião e Psiquiatria, Saúde e Religiosidade.
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Paulo Dalgalarrondo é professor titular de Psicopatologia da Universidade Estadual de Campinas. Suas pesquisas concentram-se nas áreas de: psicopatologia, psiquiatria cultural, saúde mental e religião, psiquiatria social, psiquiatria de crianças e adolescentes e gerontologia.

O livro acima, publicado este ano, pela Artmed, é um trabalho ‘de balanço’, síntese das pesquisas que o professor realiza há cerca de quase 20 anos, segundo suas próprias palavras, referidas nas notas de agradecimento.

Na Revista de Psiquiatria Clínica, volume 35, nr. 3, deste ano, está publicada uma resenha do livro acima, pelo professor Zacaria Borge Ali Ramadam. O texto apresentado pelo professor na referida Revista, na seção “Comentário de Livro”, pode ser lido em sua íntegra abaixo. Mas você também pode acessá-lo no seguinte endereço: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-60832008000300004&script=sci_arttext

Religião, psicopatologia & saúde mental – Paulo Dalgalarrondo, Editora Artmed, Porto Alegre, 2008

Zacaria Borge Ali Ramadam

Professor-associado do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)

Nesta época inflacionada por manuais e tratados de Psiquiatria, com dezenas de colaboradores, quase todos submissos ao formulário dos DSM, pode-se dizer, sem exagero, que este livro do Prof. Dalgalarrondo constitui uma pequena obra-prima da literatura psiquiátrica nacional.

Trata-se de uma obra de fôlego, produzida por um único autor, fato cada vez mais raro atualmente.

Contudo, o que mais surpreende é a densidade do trabalho, a riqueza de informações, de citações bibliográficas e a criteriosa seleção de fontes.

Como se sabe, a Psiquiatria, desde seus primórdios, passou por grandes vicissitudes e entrechoques drásticos com a esfera religiosa, sobretudo na época do Malleus Maleficarum, de triste memória.

Ao longo dos séculos permanecem vivas numerosas controvérsias, sustentadas por interpretações espiritua-listas sobre a natureza dos transtornos mentais em diversas culturas e regiões do globo.

Daí decorre a importância e atualidade do livro, considerando-se a proliferação de credos religiosos nas últimas décadas e seus rituais de exorcismo ou “curas” miraculosas.

E, não apenas isso, os credos religiosos se inserem nos planos antropológico e cultural, influindo sobremaneira no desenvolvimento psicológico e na formação da personalidade dos indivíduos.

Assim, o estudo das numerosas vertentes e intersecções entre religião, psicopatologia e saúde mental – a proposta deste livro – descortina um amplo horizonte para a Psiquiatria.

A obra consta de 11 capítulos, iniciando pelos conceitos teóricos de religião e religiosidade, com uma revisão crítica de autores clássicos como Feuerbach, Marx (“a religião é o ópio do povo”), Tylor, Frazer, Durkheim, Lévi-Strauss, Max Weber; na área de psicopatologia são revistos Freud, Jung, Lacan, Erikson, W. James, Winnicott, Bion, seguindo-se a esses numerosos autores modernos, até a última década.

Deve-se ressaltar que as idéias desses autores foram minuciosamente revistas e comentadas, denotando a familiaridade do Prof. Dalgalarrondo com os textos originais (alemão, francês e inglês), sem traduções intermediárias ou citações de segunda mão.

Adentrando o campo da psicologia da religião, a partir do capítulo 3, o autor faz um minucioso levantamento de algumas dezenas de obras (livros) mais significativas sobre o assunto, desde o século XVIII até nossos dias, seguindo-se um inventário, igualmente pormenorizado, das revistas científicas especializadas nesse campo, publicadas a partir de 1904; discorre sobre curso da vida, grupos etários, gênero e sexualidade, bem como aspectos neuropsicológicos e a formação da personalidade em correspondência com o substrato religioso vigente.

O capítulo 4, dedicado à religião, contém informações substanciais sobre o vasto panorama de católicos, evangélicos, kardecistas, umbandistas, budistas, judeus e muçulmanos da nossa população, num enfoque histórico-sociológico, sendo comentados trabalhos de pesquisa dos mais renomados autores brasileiros.

Embora todos os tópicos do livro sejam abordados com profundidade e esmero, merece destaque o capítulo sobre psicopatologia e religião, em que a distinção entre fenômenos religiosos e psicopatológicos é conduzida com grande embasamento em pesquisas científicas, sem resvalar no lugar comum da depreciação de manifestações religiosas, denotando equilíbrio e rigor científico.

Isso não surpreende, considerando-se o percurso intelectual do Prof. Dalgalarrondo: realizou seu doutorado em Heidelberg, sob orientação do Prof. Wagner Gattaz, na mesma universidade onde pontificaram Jaspers, Kurt Schneider e outros grandes psicopatologistas; é autor de um excelente livro de Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais e tornou-se, merecidamente, professor titular de Psicopatologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Este livro, que ora comentamos, reflete a grande erudição do autor e seu empenho num exaustivo trabalho de pesquisa; um mergulho profundo nas melhores fontes da investigação e produção científica, neste campo tão rico de indagações e controvérsias.

Proporciona aos leitores uma riqueza de informações e conhecimentos substanciais, não apenas para os profissionais de Psiquiatria e Saúde Mental, mas para todos os interessados na reflexão sobre os fenômenos da nossa cultura.

É uma obra preciosa, para ler e reler.

Drogadição e Espiritualidade Daime – um estudo de caso maio 27, 2008

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Livea Oliveira fez seu Trabalho de Conclusão de Curso tendo como tema a Espiritualidade Daime e a reestruturação psíquica de drogadictos. Em sua pesquisa, Oliveira “buscou obter uma possível compreensão sobre as transformações alcançadas por um ex-adicto após seu ingresso à Doutrina do Santo Daime, ‘curado’ a partir desse modelo terapêutico-espiritual”.

O método utilizado foi o de “estudo de caso” – com base na história de vida de um sujeito convertido à religiosidade Daime, nomeado como Pedro, na apresentação do estudo. Oliveira verificou em sua pesquisa que

a partir do ingresso de Pedro na Doutrina e sua vinculação com os valores e filosofia propostos e aceitos, uma razoável reestruturação de seu funcionamento psíquico, observados suas interações com os outros, anteriormente caracterizadas por agressão e poder ao invés de vinculação, para um relacionamento mais saudável, cessando a agressividade e emergindo o respeito pela individualidade de outrem.”

O estudo realizado por Oliveira leva-a a concluir que

a religiosidade, como a “cura da alma”, possibilita ao sujeito recriar sua realidade, empreendendo junto com ele a trajetória rumo a “cura”. E, a este, cônscio de sua realidade, deve ser possível encontrar na espiritualidade, condições para que seu fortalecimento psíquico, habilitando-o ao enfrentamento de suas limitações e, além disso, deve propiciar a emersão de uma conversão emocional perene, na qual uma reflexão ininterrupta e sincera acerca de prioridades, valores e propósitos direcionem o modo de existir de um indivíduo que, encontrando seu continente na religião, busca comprometidamente em sua empreitada, reintegrar e reafirmar construtivamente suas potencialidades, proporcionando-lhe paz e determinação duradouras.”

O texto da autora pode ser acessado aqui: drogadicao-e-espiritualidade-daime-liveaoliveira

Panorama internacional da Psicologia da Religião hoje maio 27, 2008

Posted by psicologiadareligiao in Eventos, Pesquisas em Psic. da Relig., Simpósio.
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“Panorama Internacional da Psicologia da Religião Hoje” é o título do Simpósio-debate com o prof. Dr. J. A. van Belzen, da Universidade de Amsterdam, Holanda, promovido pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências da Religião da PUC – São Paulo, nos dias 3 e 4 de junho de 2008.

O evento é gratuito, mas exige inscrição prévia – Os/as interessados/as devem preencher a ficha de inscrição, disponível no site do Programa Ciências da Religião – da PUC- SP, e enviá-la por e-mail: procrespeventos@pucsp.br

Segue abaixo, informações sobre o evento, como: apoio, público alvo, objetivos, temas dos debates e o programa.

Apoio:

Ø Grupo de Trabalho de Psicologia da Religião da ANPEPP ( Associação Nacional dos Programas de Estudos Pós-Graduados em Psicologia).

Ø Instituto de Psicologia da USP ( Psicologia Social da Religião )

Ø Programa de Psicologia Clínica da PUC-SP

Ø Programa de Psicologia Social da PUC-SP

Ø Faculdade de Psicologia da PUC-SP

O simpósio se destina em especial aos estudiosos da área psi ( professores, pesquisadores, estudantes de pós-graduação e graduação ) interessados em conhecer a atual situação da Psicologia da Religião na Europa e nos Estados Unidos. O Dr. Belzen, por ter sido Presidente da International Association for the Study of Religion e por suas atividades nesse campo, é um scholar amplamente credenciado para estabelecer uma proveitosa conversação com os psicólogos e psicoterapeutas. Intercâmbios desse tipo se fazem necessários porque é crescente no Brasil o número dos que se dedicam ao estudo da religiosidade e das religiões em suas variadas vertentes e aspectos. Trata-se de uma temática multi e interdiciplinar que é do interesse também dos sociólogos, antropólogos, filósofos, médicos, historiadores, semiólogos e teólogos que se dedicam ao mesmo complexo objeto de estudo.

Objetivos do Simpósio-debate:

1. Dar mais um input à divulgação e organização do estudo científico da Psicologia da Religião em nosso país, na linha do que a ANPEPP vem fazendo através de seus Seminários de Psicologia ( sete ao todo );

2. Oferecer aos psicólogos interessados uma oportunidade de atualização no tocante aos temas e enfoques hoje internacionalmente mais correntes nessa área do conhecimento;

3. Propiciar um intercâmbio e debate mais direto entre o que se faz em nível internacional e o que estamos fazendo no Brasil.

Temas dos debates na PUC-SP e USP

Nos dias 3 e 4 de junho, o Prof. Belzen fará 3 palestras ( na PUC-SP ) e no dia 4, pela tarde, participará de uma conversação sobre a atual situação e tendências da Psicologia da Religião e no mundo ( na USP, Instituto de Psicologia / Psicologia Social da Religião). Esse quarto encontro servirá como fecho dos debates anteriores.

Cada palestra será seguida por uma reação de um ou dois especialistas brasileiros, sendo a palavra aberta em seguida ao público presente.

No dia 3 de junho

Manhã: das 9:00 às 11: 30 horas ( 1ª. palestra, na PUC-SP: sala 239 )

“Cultural Psychology of Religion: Profile of an Interdisciplinary

Approach”

Debatedores:

Prof. Antônio Ciampa ( Psicologia SocialPUC-SP )

Prof. Eduardo R. Cruz ( Ciências da Religião( PUC-SP )

Tarde: das 14:00 às 16:30 horas ( 2a. palestra, na PUC-SP: sala 239 )

“ Progress in Psychology of Religion? On the discussion of Religion as

Projection”

Debatedores:

Profa. Marília Ancona-Lopez ( Psicologia Clínica – PUC-SP )

Prof. Hélio Deliberador ( Faculdade de Psicologia PUC-SP )

No dia 4 de junho:

Manhã: das 9:00 às 11:30 horas ( 3ª. palestra, na PUC-SP: sala 239 )

“ Research on Spirituality: Lessons from the Psychology of Religion”

Debatedores:

Prof. Luiz Felipe Pondé ( Ciências da Religião PUC-SP )

Prof. Gilberto Safra ( Psicologia Clínica – PUC-SP )

Tarde: das 14:00 às 16:30 ( Na USP Instituto de Psicologia )

“Issues and Trends of the Psychology of Religion in Brazil and in Europe and the United States: an interchange”

Debatedores:

Prof.. Geraldo José de Paiva ( Os. Social da Religião- USP )

Prof. Dr. Edênio Valle (Psicologia da Religião/CRE PUC-SP )

A Religiosidade Daime e a redução do uso abusivo de substâncias psicoativas abril 28, 2008

Posted by psicologiadareligiao in Pesquisas em Psic. da Relig., Religião e Sociedade, Saúde e Religiosidade, Santo Daime.
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Nas últimas décadas, a Religiosidade Daime tem se expandido significativamente nos centros urbanos. Uma das novidades dessa expansão é a sua penetração em outras formas de religiosidade como Hare-Krishna, Umbanda e também no Hinduísmo, conforme reportagem veiculada pela Folha de São Paulo, em 02.12.2007: santo-daime-se-expande-e-invade-crencas2

Outra novidade da religiosidade Daime tem sido apresentada em estudos acadêmicos que afirmam sua positividade na reestruturação do funcionamento psíquico de pessoas adictas.

Para conhecer um pouco sobre o Santo Daime, assista ao vídeo produzido pelo Fantástico.

Em agosto de 2007, no VI Seminário de Psicologia e Senso Religioso, Lívea P. M de Oliveira apresentou um trabalho sobre a Espiritualidade Daime e a reestruturaçao do funcionamento psícquico do adicto. O resumo do seu trabalho pode ser acessado aqui: a-espiritualidade-a-servico-da-transformacao

Também o trabalho de Rafael Guimarães dos Santos apresenta os benefícios da religiosidade Daime para pessoas adictas: santo-daime-e-libertacao-de-psicoativos

Considerações acerca do Suicídio – “Suicídio, Religião e Religiosidade” março 17, 2008

Posted by psicologiadareligiao in Pesquisas em Psic. da Relig., Religião e Suicídio, suicídio.
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Contardo Calligaris observa em sua coluna na Folha de São Paulo do dia 28.02.08 que “nos últimos anos, subiu o índice de suicídio na população entre 40 e 64 anos”. E aí ele levanta a questão: “Por quê?”.

A informação trazida por Calligaris tem por base uma reportagem do “The New York Times” que publicou “os resultados de uma pesquisa dos Centers for Disease Control and Prevention dos EUA (centros para controle e prevenção das doenças)”. Calligaris afirma que

A pesquisa mostra que, de 1999 a 2004, na população entre 45 e 54 anos de idade, o índice de suicídios aumentou, em média, 20% (31% entre as mulheres).
No mesmo período, os suicídios de adolescentes aumentaram 2% e os de pessoas idosas diminuíram.

Em 2004, nos EUA, 32 mil mortes foram oficialmente atribuídas a suicídio. Ampliando a faixa da meia-idade, constata-se que, dessas mortes, mais de 14 mil são de pessoas entre 40 e 64 anos.

De acordo com o “New York Times”, observa Calligaris – “o fenômeno não seria apenas americano: um estudo recente aponta que, em 80 países, as pessoas de meia-idade são as menos ‘felizes’. As explicações são hipotéticas”.

Por exemplo, no que concerne às mulheres, desde 2002, diminuiu fortemente o uso da reposição hormonal na menopausa. Talvez o déficit de estrógeno tenha efeitos depressivos diretos ou indiretos. Também observa-se que pessoas de meia-idade são grandes consumidoras de antidepressivos. Talvez um uso vacilante dessa medicação (com interrupções brutais sem acompanhamento psiquiátrico) seja responsável por momentos de aflição irresistível. Mas é mais provável que, no caso, o consumo de antidepressivos seja apenas prova suplementar de que as pessoas dessa idade são especialmente “vulneráveis”.
Em suma, resta a pergunta: o que acontece, entre os 40 e os 64, que levaria ao suicídio mais indivíduos do que em outras faixas etárias?

O que leva ao suicídio, “adultos na plena força da vida?” Calligaris pontua que os exemplos trazidos pelo New York Times não levantam como causa possíveis crises profissionais ou de desemprego. Isto leva o colunista a tecer os seguintes comentários:

1) Nas últimas décadas, mesmo nas fileiras de quem acredita em Deus ou na revolução futura, vem se impondo a vontade (ou a necessidade) de justificar a vida “por ela mesma”. As aspas servem aqui para lembrar que ninguém sabe o que isso significa. Alguns pensam nos prazeres que eles se permitem, outros na satisfação de serem úteis ao próximo, outros ainda avaliam a qualidade estética de sua história ou valorizam a variedade e a intensidade de suas experiências. Seja como for, a vida deveria valer a pena pelo que a gente faz, pela própria experiência de viver.
2) Acrescente-se que, a partir dos anos 60, os adultos de nossa cultura começaram a se preocupar com a adolescência -ou seja, entre outras coisas, passaram a querer furiosamente que suas crianças se preparassem para elas serem “felizes” um dia (em todos os sentidos: sucesso amoroso e financeiro, êxtase, bom humor permanente).
3) Chegam hoje à meia-idade as gerações que cresceram esperando uma “felicidade” que daria sentido à longa “preparação” de sua adolescência e convencidas de que a vida deve se justificar por ela mesma. Os que fracassaram têm sorte: eles podem se dizer que a coisa não deu certo. Os que se acham bem-sucedidos esbarram, inevitavelmente, numa questão inquietante: “Então, é isso? Era só isso?”.

Sobre esse último comentário, podemos fazer alguns links sobre a função da religião como doadora de “sentido para a vida” e levantar, também, a pergunta sobre se a religião e a religiosidade ajudam ou não na prevenção do comportamento suicida.

O livro: “Suicídio – Estudos Fundamentais”, editado por Alexandrina M. A. da Silva MELEIRO, Chei Tung TENG e Yuan Pang WANG representa uma importante contribuição no debate acerca do suicídio. Um dos seus doze capítulos trata do suicídio e sua relação com as questões da religião e do exercício da religiosidade. O capítulo escrito por Alexander Moreira de Almeida apresenta uma revisão das pesquisas realizadas em torno do tema “Religião e Comportamento Suicida” e conclui que:

faz-se mister uma maior atenção às variáveis relacionadas à religiosidade nos estudos sobre o suicídio, bem como na prática clínica, pois ela tem se mostrado um importante fator protetor contra atos suicidas, embora ainda restem muitas questões a serem respondidas por futuras pesquisas

Almeida ainda faz um alerta: “O Brasil não tem produzido de modo consistente pesquisas que colaborem para uma melhor compreensão do tema”. E arremata:

Pela diversidade religiosa de nosso país, os pesquisadores nacionais têm a tarefa de ampliar os estudos das relações entre religiosidade e comportamento suicida, bem como investigar o quanto os achados de pesquisas realizadas em outras culturas se aplicam à nossa população”

O Capítulo escrito por Almeida, “Religião e Comportamento Suicida”, está disponível on-line no seguinte endereço:

http://www.hoje.org.br/site/arq/artigos/20050401-es-draa-ReligiaoSuicidio.pdf

Pesquisas em Psicologia da Religião – Estratégias de coping religioso na saúde e bem-estar: a questão do luto dezembro 8, 2007

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Arriès considerava mórbido não o falar da morte. Ao contrário, nada dizer sobre ela é que é, para ele,  verdadeiramente mórbido.

Carvalho (2007), em estudo sobre luto e religiosidade, faz uma revisão bibliográfica sobre o tema e empreende uma pesquisa empírica a respeito dos tipos de mecanismos de coping religioso utilizados em situações de luto.

Na pesquisa, Carvalho aplica em 32 sujeitos que passaram por uma experiência significativa de luto, o Questionário sobre oLuto (QSL), o Questionário de Avaliação do Sobrenatural (QAS3) e o The Ways of Religious Coping Scale (Worcs).
Um dos achados de Carvalho é que as pessoas que utilizam mecanismos de coping religioso restabelecem com menos complicações o equilíbrio perdido quando da perda de um ente querido.

O trabalho de Carvalho, produzido como Monografia de Conclusão do curso de Psicologia está disponível em: http://www.psicologia.com.pt/artigos/ver_artigo_licenciatura.php?codigo=TL0059&area=d15&subarea=d15D Para baixar o texto completo clique aqui: Luto e Religiosidade

Prática clínica e espiritualidade: Como (e a quem cabe) atender a demanda espiritual de pacientes com enfermidades crônicas? outubro 7, 2007

Posted by psicologiadareligiao in Aconselhamento Pastoral, Aconselhamento Psicológico, Espiritualidade, Pesquisas em Psic. da Relig., Saúde e Religiosidade.
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Estudos realizados junto a pacientes com enfermidades crônicas de difícil prognóstico (HIV, dores crônicas, cardiopatias, esclerose múltipla, pacientes terminais, etc) destacam a importância do enfrentamento religioso nesse contexto de cuidado, salientando, também, os benefícios daí advindos (Rivera-Ledesma, 2007). Tem-se constatado, a partir de várias pesquisas, a importância do “cuidado integral” em saúde. Apesar disto, o aspecto da espiritualidade muitas vezes fica de fora no atendimento aos pacientes, menos em razão de admitir ou não a sua importância, mas muito mais em função da dificuldade dos/as profissionais em levar à cabo tal atendimento. Rivera-Ledesma (2007, p. 125) afirma que

atender as necessidades espirituais dos pacientes sob cuidado médico é uma realidade clínica cotidiana nas unidades de traumatologia, oncologia, e em geral naquelas áreas onde o paciente se vê confrontado com sua própria morte ou a de um ser querido, e a Organização Mundial de Saúde tem enfatizado sua importância.”

Contudo, como fazer isto? Será que o atendimento às necessidades espirituais cabe exclusivamente ao capelão ou aos líderes religiosos? Qual a postura do/a psicólogo/a? Qual o papel do/a médico/a, enfermeiro/a, de cada clínico envolvido no atendimento aos pacientes em relação a essa questão?

Rivera-Ledesma debruça-se sobre este tema explorando “a inserção do espiritual nos quatro recursos psicoterápicos básicos que constituem o arsenal clínico em psicologia: o Acompanhamento, o Aconselhamento, a Psicoterapia e os Sistemas Psicoterápicos”. Para o autor do estudo, não se está em discussão a importância do atendimento espiritual aos pacientes, mas sim “como” realizar tal atendimento, uma vez que

cada especialidade parece expressar no enquadre clínico que lhe é característico distintos questionamentos profissionais e éticos, circunscrevendo sua atuação a um certo nível de intervenção em relação ao espiritual. Sem dúvida parece que não existe ainda um claro consenso que permita elucidar: ‘Quem deve ser responsável pelas necessidades espirituais de um paciente e como?'”

Este assunto foi objeto de reflexão e pesquisa de doutorado de Rivera-Ledesma, na cidade do México. Seu estudo em muito contribui para a prática clínica nas diferentes áreas profissionais (medicina, psicologia, líderes espirituais, capelães, enfermagem, etc) que se ocupam do cuidado integral em saúde. O autor conclue seu trabalhando lembrando da importância “de não se desdenhar da importância do espiritual. Esta área da vida humana que tem sido segregada do campo da psicologia, e que parece ser necessário hoje em dia, assinalar um lugar para além do apaixonamento/ardor da fé e do ceticismo academicista contemporâneo”.

Vale a pena ler esse trabalho com atenção.

Acesse o texto completo: Prática Clínica e Espiritualidade.